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27.5.16

PROJETO DE LEITURA
Exposição escrita


O livro que eu escolhi para o projeto de leitura intitula-se D.Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, romancista, dramaturgo e poeta castelhano.
Este livro divide-se em cinquenta e dois capítulos que narram as aventuras de D. Quixote e a espera incessante da sua família por desconhecer o seu paradeiro, pois D. Quixote estava louco e via perigos em situações normais e monstros em objetos inanimados.
Este fidalgo cinquentão vivia com a governanta e com a sobrinha e passava os dias a ler livros sobre cavaleiros andantes e aventuras, por isso, decidiu, certo dia, armar-se em cavaleiro e conquistar novas terras.
No excerto que li, identifiquei algumas semelhanças com a lírica camoniana, por exemplo, o amor platónico que D. Quixote sentia por Dulcineia, uma mulher inspirada numa antiga paixão, contudo, idealizada como em Camões.
Concluindo, a obra é repleta de aventuras e encrencas de D. Quixote, o protagonista.





Inês Matos

27/05/2016
PROJETO DE LEITURA
Exposição escrita

O livro que eu li intitula-se A tábua de Flandres, de Aturo Pérez-Reverte. Este escritor nasceu em Cartagena em 1951 e pertence ao mundo do jornalismo e da literatura.
A obra é dividida em quinze capítulos, cujo assunto é a investigação de um quadro realizado no século XV, embora a ação se desenrole no século XX. As personagens principais são Júlia, uma restauradora de obras de arte que foi adotada por um antiquário homossexual, César e um jogador de Xadrez, Muñoz.
A história começa com uma mensagem oculta que se encontra num quadro onde há dois jogadores a praticar xadrez e uma mulher, em segundo plano, a chorar. A resolução do enigma está “escondido” no jogo de xadrez. É no avanço do jogo com um suposto criminoso que a história se desenrola.
Podemos verificar algumas semelhanças entre esta obra e a poesia trovadoresca, nomeadamente com as cantigas de amor, o tema do amor não correspondido. Há um amor não correspondido na obra, entre Júlia e César: Júlia ama César e ele ama-a, mas o amor entre eles é diferente, porque César é homossexual e o amor que sente por Júlia é um amor de pai para filha.
Concluindo, este livro é interessante devido ao suspense e às aventuras de uma mulher cujas fantasias se tornaram realidade.


Ruben Sousa
27/05/2016
PROJETO DE LEITURA
Exposição escrita

            Os da Minha Rua é uma das obras de Ondjaki, escritor angolano, publicada em 2012 pela Editorial Caminho.
            Esta obra divide-se em vinte e dois capítulos e cada um deles conta uma história diferente da juventude de Ondjaki. A maioria das suas memórias são passadas em Luanda, o local onde o mesmo nasceu e viveu durante alguns anos.
            A personagem principal da obra, Ndalu, partilhou os seus momentos mais cómicos com os amigos da sua rua: Tibas, Bruno Ferraz e Jika. Pelas suas histórias, consegue-se perceber que ele se encontra numa sociedade pobre, por exemplo, no capítulo cinco, faz-se referência a cinco irmãs que viam mal e só uma é que tinha óculos, por isso, partilhavam-nos quando viam televisão.
            Esta obra assemelha-se às reflexões de Camões no canto VII, da obra Os Lusíadas, pois, em ambos os textos fala-se na vida difícil do seu autor. Ambos conheceram a pobreza e utilizam a literatura para referirem aspetos da sua vida pessoal que nos fazem refletir sobre o contexto em que as suas obras são escritas.
            Concluindo, esta obra representa o quotidiano do autor que relembra de forma engraçada a sua infância em Luanda.


Mariana Aroeira
27/05/2016
PROJETO DE LEITURA
Exposição escrita


            A obra que li intitula-se  As Cidades invisíveis, publicada em 1972, de Italo Calvino. Este autor de nacionalidade italiana escreveu várias obras e algumas foram traduzidas para português.
            A obra divide-se em nove capítulos e possui subcapítulos, como " As cidades e a memória" ou " As cidades e o desejo". A ação  decorre no século XIII, quando Marco Polo descreve várias cidades imaginárias, cujos nomes são de mulher como Diomira e Anastasia, a Kublai Khan, o imperador. Este tem o objetivo de construir a cidade perfeita para o seu império.
            Contata-se que numa das cidades descritas por Marco Polo há referência  à mitologia pagã, às Nifas, Nereides e ao Deus Mercúrio: as duas primeiras figuras caracterizam a cidade de Armila, que são  uma oferta para ajudar os homens na manipulação das águas, já Mercúrio caracteriza a cidade Eutrópia, visto que fez um milagre para ajudar a cidade. N`Os Lusíadas de Camões também se faz referência à mitologia pagã para enaltecer e mitificar o herói coletivo da epopeia, por exemplo, nos episódios do Consílio dos Deuses e na Ilha dos Amores.
            A obra é marcada pela imaginação e criatividade do autor.



Carolina Silva

27/05/2016
PROJETO DE LEITURA
Exposição escrita

            A obra O Japão é um lugar estranho, cujo autor é Peter Carey, nascido em 1943, na cidade de Bacchus Marsh, descreve a aventura de um pai e de um filho, de nacionalidade americana, num país com uma cultura muito diferente.
            A obra, que é dividida em onze capítulos, conta a história de Charley, um rapaz tímido, interessado pela cultura japonesa, nomeadamente por anime e manga, que conduz o pai também a interessar-se pelo mesmo. Este interesse de ambos pela cultura popular japonesa leva-os a embarcarem numa alucinante viagem até ao oriente, onde vivem as mais brilhantes peripécias, conhecem as melhores pessoas e uma cultura totalmente diferente da que eles se integram, sendo o avanço da tecnologia um aspeto fundamental.
            Ao avançar da história apercebi-me que a obra explora o tema da representação do quotidiano, visto que, enquanto Charley e o seu pai estão no Japão, é descrita toda a viagem e a vida dos japoneses, que durante alguns dias é também o quotidiano dos dois americanos. É possível estabelecer uma relação com a obra Os Lusíadas, pois em ambas há o tema da viagem até ao Oriente, o descobrir de novas culturas e valores.
            Em suma, O Japão é um lugar estranho tem as aventuras mais cómicas e inovadoras que acabam por retratar o crescimento de uma nova era, onde, por exemplo, uma sanita não é uma simples sanita.





Carlota Tavares Marcos
27/05/2016

Viagens no meu mundo