Bem-vindo!

Este bem pode ser um espaço web para a tua expressão artística e literária.

Escreve em português, francês, espanhol, italiano, romeno, galego, catalão!...

Vem conhecer o nosso DEPARTAMENTO e a nossa ESCOLA.



3.3.11

Sad Cello Solo



Chorai arcadas
Do violoncelo!
Convulsionadas,
Pontes aladas
De pesadelo...


De que esvoaçam,
Brancos, os arcos...
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio, os barcos.


Fundas, soluçam
Caudais de choro...
Que ruínas, (ouçam)!
Se se debruçam,
Que sorvedouro!...


Trémulos astros...
Soidões lacustres...
—: Lemes e mastros...
E os alabastros
Dos balaústres!


Urnas quebradas!
Blocos de gelo...
— Chorai arcadas,
Despedaçadas,
Do violoncelo.
Camilo Pessanha

8.7.10

Poemas do Pedro (aluno da ECCN)


Mãos do meu pai
Cinco dedos tem uma mão
Pele, ossos, impressões digitais e pêlos
Músculos, tendões , pulsação   
Unhas nos dedos

Mas não as do meu pai
Rugas    cansaço de tanta dedicação
Carinho que vai lá     vai
Na mão tem meu coração   

No abismo das rugas
Mora a minha admiração
Debaixo das unhas 
Pedaços da minha educação

Nas suas mãos linhas de sofrimento vivem
Nas suas impressões digitais a minha personalidade
Suas mãos grandeza exibem
Seus pelos simbolizam liberdade 

Meu pai não tem apenas mão
Tem toda a beleza da vida
 Tem nos dedos a paixão
Tem lá minha força inserida  




Melancolia, escrevo-te
De novo te escrevo com Melancolia
No peito a explodir
Espesso, cansativo, inacabável é meu dia
Dentro de pouca vontade começo a imergir
Minha mente procura alegria
O corpo pede para partir

Um aperto, um vazio expande-se no meu ser
Felicidade só por um dia
Bastava cá aparecer
Oh triste melancolia
Para quê te conhecer?
Deixa essa mania
Peço que me deixes viver

Se a dor que sinto nem sei porquê
Arrancasse de mim pedaço
Arrancaria agora o quê?
Está já tudo esparso
Viver mais para quê?
Deixa apenas o meu espaço
Abandona a minha mente
Ou dá de uma vez o laço
Que se torne permanente
Já que não posso ser feliz
Que o não seja eternamente


Neve bem branca

Num monte muito alto
Nevava neve bem branca
Cai sobre terra, árvores, e sobre mato
Mas quem a de lá arranca?
Num dia tudo branco
No outro o verde predomina
Voltei ao mesmo “empanco”
Quem a de lá elimina?
Será o quente do vulcão
Que a derrete na colina
Ou o escaldante coração da população
 Que
                      a
                                   faz
                                                   escorregar
E arrefecer o pulso
Da multidão que por ela parece sonhar?
Perguntas que faço por simples filosofia
Até me podem explicar
Mas prefiro acreditar
Que ela aparece um dia
E no outro desce para nos arrefecer
Pois temos o coração quente
De ver o sol nela bater        
 

Pedro Silva, 9.º A (2009/2010)
 

10.5.10

Criação de Quizzes

No âmbito do Projecto Centro Virtual de Apoio ao Aluno, proponho-te a criação de testes/jogos usando este software. Se usares o Windows VISTA, será preferível instalar esta versão mais recente.

Bons recursos!

Rui Batista

14.10.09

O regresso das férias: Textos produzidos por alunos do 9.º A




O meu regresso das férias de Verão

As minhas férias foram passadas no Afeganistão, longe dos Açores, junto de umas amigas que levei comigo, a Ana e a Joana, as minhas melhores amigas. Vi coisas que me chocaram, mas a viagem foi boa, apesar de ter levado muito tempo. Instalei-me em Cabul, uma cidade onde existe muita pobreza, crianças com graves problemas de saúde, famílias desalojadas e ataques terroristas. Passávamos pelas ruas e víamos aqueles atentados, gente morta e até alguns tentando recuperar algumas das tantas coisas destruídas.

Eu e as minhas amigas ajudámos algumas crianças quando visitámos uma das escolas da cidade. As crianças adoraram a nossa visita e ao sentirem que estávamos dispostas a ajudá-las deram-nos beijos de alegria. Falei com a professora acerca de algumas coisas que a escola estava a precisar para o bom progresso dos alunos.

Ao chegarmos à nossa ilha, recolhemos alguns materiais da Cáritas e mandámos para a escola afegã. Deste modo, já sentíamos que a nossa visita à escola fora um sucesso, ajudar as crianças com o material necessitado para poderem realizar diversas actividades.

Assim foram as minhas férias: curtas mas úteis para a vida daquelas crianças.

Cátia Costa, 9.º A


..::..::..::..::..::..::..

O meu regresso das férias de Verão

O João, o Manuel e o António são três amigos que regressam a casa depois de um mês de férias. O velho carrinho andou por vários países da Europa e tanto o carro como os três amigos estavam exaustos.

O Manuel vem a conduzir enquanto os seus companheiros dormem. O rádio está ligado e a música deles é interrompida para uma locutora anunciar a aproximação duma tempestade. O Manuel fica preocupado e acorda os amigos. Dai a pouco tempo a chuva começa a cair e o vento a soprar forte. Eles vêem ao longe uma cabana e dirigem-se para lá.

Ao chegarem são recebidos por um casal de velhinhos simpáticos. Os velhinhos oferecem comida e convidam-nos a ficarem com eles até a tempestade passar. A cabana é pequena mas torna-se acolhedora para eles. O serão é passado junto à lareira e os velhinhos contam histórias antigas.

Os três amigos gostaram muito deles e prometeram um dia voltar para visitá-los. Entretanto, a tempestade passou e eles lá continuam no seu regresso a casa.

João Silveira, 9.º A



..::..::..::..::..::..::..




O meu regresso das Férias de Verão...


Lá estava eu em casa da minha tia com meus pais e o meu irmão arrumando as minhas malas para voltar para casa.

Infelizmente, as férias estavam a acabar e a escola a começar.

Tinha tanta mala, que não sabia como iam caber no carro…

Chegou a hora de irmos embora, tivemos de nos despedir. Não gosto nada de despedidas.

Quando cheguei à rua meu pai parecia ter feito uma pirâmide no carro, nem sei como aguentava.

A meio caminho, o pneu furou. Estávamos ao pé de um campo de meia dúzia de vacas. Eu e minha mãe fomos vê-las, enquanto meu pai e meu irmão resolvam o problema. Demorou quase uma hora por causa das malas, faziam peso no carro.

Eu tinha vestido umas calças de ganga, uma t-shirt, tinha calçado uns chinelos e de cabelo amarrado. Minha mãe estava com um vestido e uns chinelos. Meu irmão tinha uns calções pretos e uma camisa amarela, meu pai estava de fato de macaco, minha mãe quando o viu disse:

- Credo, homem! Quando chegarmos tens que ir tomar um duche.

Quando meu irmão e meu pai acabaram, suavam, pois o dia estava muito quente, era um dia de Verão.

E lá continuámos o nosso caminho. A viagem durou 2 horas e meia.

Finalmente tínhamos chegado ao nosso lar, muito cansados e cheios de fome.

Meu pai disse a minha mãe:

- Joana, faz qualquer coisa para comer, enquanto tiro as bagagens do carro.

E a minha mãe respondeu:

- Está bem.

Passada meia hora, Joana tinha acabado o jantar e foram comer.

Quando acabaram de jantar, foram se lavar e dormir.


Diana Nunes, 9.º A


23.9.09

De Rafael Alberti

GALOPE

Las tierras, las tierras, las tierras de España,
las grandes, las solas, desiertas llanuras.
Galopa, caballo cuatralbo,
jinete del pueblo,
al sol y a la luna.

¡A galopar,
a galopar,
hasta enterrarlos en el mar!

A corazón suenan, resuenan, resuenan
las tierras de España, en las herraduras.
Galopa, jinete del pueblo,
caballo cuatralbo,
caballo de espuma.

¡A galopar,
a galopar,
hasta enterrarlos en el mar!

Nadie, nadie, nadie, que enfrente no hay nadie;
que es nadie la muerte si va en tu montura.
Galopa, caballo cuatralbo,
jinete del pueblo,
que la tierra es tuya.

¡A galopar,
a galopar,
hasta enterrarlos en el mar!


(Clica na assinatura)

21.9.09

De Federico García Lorca

La monja gitana.
A José Moreno Villa

Silencio de cal y mirto.
Malvas en las hierbas finas.
La monja borda alhelíes
sobre una tela pajiza.
Vuelan en la araña gris
siete pájaros del prisma.
La iglesia gruñe a lo lejos
como un oso panza arriba.
¡Que bien borda! ¡Con qué gracia!
Sobre la tela pajiza
ella quisiera bordar
flores de su fantasía.
¡Qué girasol! ¡Qué magnolia
de lentejuelas y cintas!
¡Qué azafranes y qué lunas,
en el mantel de la misa!
Cinco toronjas se endulzan
en la cercana cocina.
Las cinco llagas de Cristo
cortadas en Almería.
Por los ojos de la monja
galopan dos caballistas.
Un rumor último y sordo
le despega la camisa,
y al mirar nubes y montes
en las yertas lejanías,
se quiebra su corazón
de azúcar y yerbaluisa.
¡Oh, qué llanura empinada
con veinte soles arriba!
¡Qué ríos puestos de pie
vislumbra su fantasía!
Pero sigue con sus flores,
mientras que de pie, en la brisa,
la luz juega el ajedrez
alto de la celosía.

in Romancero Gitano

18.9.09

O regresso das férias


E se esta fosse uma recordação das tuas férias? Escreve!

Viagens no meu mundo